quarta-feira, 26 de junho de 2013

Serviço (Público)

Há uns dias o telefone tocou…

Do lado de lá, uma voz denunciando idade avançada pedia-me uma coisa absurda, fora de tempo, inusitada…

Fiquei sem palavras; e as primeiras que  iriam servir de resposta, não seriam por certo as que o fio do telefone deveria levar.

O resultado foi um longo “chat” de mais de uma hora em que a minha interlocutora me contou quase toda a sua vida…prestes a bater nos 70 anos.

Além do pedido inicial, estava patente uma necessidade de ser escutada, apesar de ser alguém que não vive isolada nem sem família.

Fiz questão de o fazer; acho que foi mera intuição.

Por vezes questiono-me se isto também não será “serviço público”???!!!

quinta-feira, 18 de março de 2010

Nalgum Lugar Perdido

"Nalgum lugar perdido
Vou procurar sempre por ti
Há sempre no escuro um brilho
Um luar
Nalgum lugar esquecido
Eu vou esperar sempre por ti"

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Desejo

Recomeçar

Recomeça....
Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.
E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças


Miguel Torga

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Coincidências...

Face Oculta - Dance Clube
GAFANHA DA NAZARÉ
3830-750 AVEIRO

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Desanuviar


Ainda é cedo para destapar os olhos porque por muito tempo as nossas ruas vão continuar pejadas daqueles cartazes já desactualizados. Mas pelos menos ,os ouvidos já podemos aliviar. Acabou.
Foto aqui

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

A fazer tempo

Estou num parque de estacionamento de um micro hipermercado, onde comi uma sopa de "água", uma nata estaladiça e um café. Estou algures entre Aveiro e a Figueira. Faço tempo para ir ouvir mais umas promessas, que uns senhores, nestas alturas fazem ao povo. O meu rádio toca Antony. A parte do AM/FM está quase bloqueada, porque depois de um dia a ouvi-los ao vivo, já não tenho tolerância, para o diferido.
Chove. Não está frio. Saiu mais um carro do estacionamento. Entrou outro. São 14h30. Tenho encontro marcado ás 15h. Vou andando.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Uma frase apropriada ou não, para um Outono quente

"Políticos e fraldas devem ser mudados com regularidade idêntica, pelas mesmas razões"
Eça de Queiroz

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Aprender


Algumas décadas depois, aí vou eu outra vez. E ainda não é para a Universidade Sénior…nada de confusões.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Companheiro de estrada

Foi assim hoje e acho que este som nunca mais me vai largar.


You came to me this morning
And you handled me like meat
You´d have to be a man to know
How good that feels, how sweet

My mirror twin, my next of kin
i'd know you in my sleep
And who but you would take me in
A thousand kisses deep

I loved you when you opened
Like a lily to the heat
You see i'm just another snowman
Standing in the rain and sleet

Who loved you with his frozen love
His secondhand physique
With all he is and all he was
A thousand kisses deep

I know you had to lie to me
I know you had to cheat
To pose all hot and high
Behind the veils of sheer deceit

Our perfect porn aristocrat
So elegant and cheap
i'm old but i'm still into that
A thousand kisses deep

i'm good at love, i'm good at hate
it's in between I freeze
Been working out but it's too late
(it's been too late for years)

But you look good, you really do
They love you on the street
If you were here i'd kneel for you
A thousand kisses deep


The autumn moved across your skin
Got something in my eye
A light that doesn't need to live
And doesn't need to die

A riddle in the book of love
Obscure and obsolete
And witnessed here in time and blood
A thousand kisses deep

But i'm still working with the wine
Still dancing cheek to cheek
The band is playing Auld Lang Syne
But the heart will not retreat

I ran with Diz, I sang with Ray
I never had their sweet
But once or twice they let me play
A thousand kisses deep

I loved you when you opened
Like a lily to the heat
You see i'm just another snowman
Standing in the rain and sleet

Who loved you with his frozen love
His secondhand physique
With all he is and all he was
A thousand kisses deep

But you don't need to hear me now
And every word I speak
It counts against me anyhow
A thousand kisses deep


letra aqui

domingo, 30 de agosto de 2009

Sem beatas

Das muitas peças que fazem parte do mobiliário das cidades, há uma que continua a faltar. À imagem do que já se faz em muitos centros comerciais, as nossas ruas deveriam ter cinzeiros. Há locais onde dói deitar uma beata para o chão por falta de opções. Pisar e apagar, depois apanhar com a mão e meter no “lixo” aposto que ninguém faz; quando muito e se houver uma sarjeta por perto “empurra-se lá para dentro” o que convenhamos, também não é grande ideia.
Nas “minhas” cidades ainda não vi, por isso fica a sugestão.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Jardim Secreto


Foto de Igor Poço

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Provavelmente

De longe vêm ecos de uma qualquer festança, que faz gente escoar despojos de um presente que serão também os do futuro.
A noite vai longa, mas o repouso do sol não chega para amainar os corpos que teimam acesos.
Um degrau, um tecto de estrelas e o imenso silêncio chegam para levitar por segundos e para voltar a ouvir em surdina a mesma interrogação que me faz escolta. Onde é que eu parei? Onde fiquei?
Estou aqui mas falta uma parte de mim! Todos os dias desconjugo os verbos e dou nega à negação para de uma forma abstracta esquecer o hiato. Provavelmente será a tal crise da meia idade, que em desconformidade, não trás respostas, mas apenas, mais dúvidas.
Provavelmente não há crise alguma e é mesmo assim.
Provavelmente!?

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Política, gripe, protestos e sei lá mais o quê!

Quase plagiando alguém conhecido estou de volta à anormalidade normal.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Em manutenção


Eu e ele. Ele insiste em passar comigo os primeiros dias de férias.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Pausa

O despertador vai deixar de tocar durante uns dias. O telemóvel abandonou o som estridente. A estrada ausenta-se. A pressão abranda.
Vou desligar-me da corrente e parar de correr.
Sabe bem.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Liberdade ou libertinagem?

Bem sei que vivemos em liberdade se é que existe a expressão viver “em”, mas acho que a liberdade da liberdade, está a ir “longe demais “. Estou certa que em muitos casos, o exagero só acontece porque está lá uma câmara de filmar e um microfone. Para quem conhece os meandros destas coisas, sabe que é assim.
Censurando eu de imediato todo o valor intrínseco à palavra censura, acho no entanto que há opiniões, que não contribuem para coisa alguma.
Nem tudo o que se ouve é aproveitável.
Por pensar desta forma, fiquei chocada com o que ouvi hoje, na televisão, a propósito da manifestação dos estivadores em Lisboa. Com ou sem penetras no protesto, o que passou na TV, mais concretamente na SIC, (onde eu vi, mas sobretudo ouvi) é de um profundo mau gosto. Se existem sons e imagens que por si só dão força e engrandecem uma reportagem, há outros, que confirmam apenas a expressão do “vale tudo”.
Liberdade de expressão começa cada vez mais a ser sinónimo de banalização, calúnia, difamação e vulgaridade.

“Apesar de muitas vezes associarmos o conceito de liberdade à decisão e determinação constante, esta não será bem assim, já que a nossa vida é condicionada a cada ousadia e passo. A deliberação está então conduzida pelo envolvente humano, no qual se inserem as leis físicas e químicas, biológicas e psicológicas. Caso contrário passa a chamar-se libertinagem. Associada à liberdade, está também a noção de responsabilidade, já que o acto de ser livre implica assumir o conjunto dos nossos actos e saber responder por eles.”
Bento de Espinoza
Wikipédia

domingo, 21 de junho de 2009

A Minha Música...sem momento

Mais um desafio simpático de blogagem colectiva.
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A vida é feita de momentos; melhores ou piores, são eles e nós que, pedra a pedra, alteiam o edifício da existência. No “prédio” onde moro, há quase sempre música. Num volume, nem muito alto, nem muito baixo; gosto de ouvir sem no entanto perder a noção ou o domínio do que se passa à minha volta.
Associar uma música a um momento é no entanto uma tarefa que se afigura impossível. Na minha memória não vivem aquelas frases como “a música que ouvíamos no primeiro beijo, a música que dançávamos, a música do nosso casamento, etc.”
Há sons que me levam à infância, à juventude, que recordo sem nostalgia exagerada e que, simplesmente, me fazem constatar que o tempo é demasiado volátil.
No entanto, existem músicas onde regresso frequentemente como quem regressa a casa no fim de um dia exausto. E é aí que surge “o Momento” da Quinta Sinfonia de Gustav Mahler. Adagietto: Sehr Langsam é simplesmente divino.

Num outro registo diametralmente oposto, “Everybody hurts” dos R.E.M. continua a ser a minha música, o meu momento comigo própria…a minha eterna mensagem para os outros, mas sobretudo para mim.


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When your day is long
And the night - the night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Hang on

Don't let yourself go
'cause everybody cries
and everybody hurts, sometimes

Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
When your day is night alone (hold on, hold on)
If you feel like letting go (hold on)
If you think you've had too much of this life
To hang on

'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hand, oh no
Don't throw your hand
If you feel like you're alone
no, no, no, you're not alone

If you're on your own in this life
The days and nights are long
When you think you've had too much of this life, to hang on

Well, everybody hurts
sometimes, everybody cries
And everybody hurts, sometimes
But everybody hurts, sometimes
So hold on, hold on, hold on, hold on, hold on,
hold on, hold on, hold on

Everybody hurts

You're not alone

Michael Stipe