Mais um desafio simpático de blogagem colectiva.
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A vida é feita de momentos; melhores ou piores, são eles e nós que, pedra a pedra, alteiam o edifício da existência. No “prédio” onde moro, há quase sempre música. Num volume, nem muito alto, nem muito baixo; gosto de ouvir sem no entanto perder a noção ou o domínio do que se passa à minha volta.
Associar uma música a um momento é no entanto uma tarefa que se afigura impossível. Na minha memória não vivem aquelas frases como “a música que ouvíamos no primeiro beijo, a música que dançávamos, a música do nosso casamento, etc.”
Há sons que me levam à infância, à juventude, que recordo sem nostalgia exagerada e que, simplesmente, me fazem constatar que o tempo é demasiado volátil.
No entanto, existem músicas onde regresso frequentemente como quem regressa a casa no fim de um dia exausto. E é aí que surge “o Momento” da Quinta Sinfonia de Gustav Mahler. Adagietto: Sehr Langsam é simplesmente divino.
Num outro registo diametralmente oposto, “Everybody hurts” dos R.E.M. continua a ser a minha música, o meu momento comigo própria…a minha eterna mensagem para os outros, mas sobretudo para mim.
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When your day is long
And the night - the night is yours alone
When you're sure you've had enough of this life
Hang on
Don't let yourself go
'cause everybody cries
and everybody hurts, sometimes
Sometimes everything is wrong
Now it's time to sing along
When your day is night alone (hold on, hold on)
If you feel like letting go (hold on)
If you think you've had too much of this life
To hang on
'Cause everybody hurts
Take comfort in your friends
Everybody hurts
Don't throw your hand, oh no
Don't throw your hand
If you feel like you're alone
no, no, no, you're not alone
If you're on your own in this life
The days and nights are long
When you think you've had too much of this life, to hang on
Well, everybody hurts
sometimes, everybody cries
And everybody hurts, sometimes
But everybody hurts, sometimes
So hold on, hold on, hold on, hold on, hold on,
hold on, hold on, hold on
Everybody hurts
You're not alone
Michael Stipe
domingo, 21 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Gravata encarnada, mais gordito e...
O Primeiro Ministro anunciou hoje que finalmente Castanheira do Vouga vai ter banda larga.
Por confirmar ficaram no entanto outras questões importantes, como a colocação de contentores para dejectos caninos nas ruas de Beduído e a substituição das degradadas placas, que indicam a direcção do cemitério de Fataunços.
Depois de uma moção de censura no parlamento e de uma semana a digerir resultados eleitorais, com sabor a fel, o chefe do Governo, apresentou-se na SIC num registo quase sussurrante, com muitos “por favor”, “se me deixar”, deixando transparecer uma dissonante humildade que não lhe conhecemos.
Há quem diga que os números, não matam, mas amolecem; eu prefiro acreditar que são os assessores do Primeiro, que estão a fazer o seu trabalho.
Aristóteles dissertava o homem como um animal político. Será um camaleão?
Por confirmar ficaram no entanto outras questões importantes, como a colocação de contentores para dejectos caninos nas ruas de Beduído e a substituição das degradadas placas, que indicam a direcção do cemitério de Fataunços.
Depois de uma moção de censura no parlamento e de uma semana a digerir resultados eleitorais, com sabor a fel, o chefe do Governo, apresentou-se na SIC num registo quase sussurrante, com muitos “por favor”, “se me deixar”, deixando transparecer uma dissonante humildade que não lhe conhecemos.
Há quem diga que os números, não matam, mas amolecem; eu prefiro acreditar que são os assessores do Primeiro, que estão a fazer o seu trabalho.
Aristóteles dissertava o homem como um animal político. Será um camaleão?
quarta-feira, 10 de junho de 2009
terça-feira, 9 de junho de 2009
Bolas...!
Do alto da minha bancada de leiga na matéria ainda pensei que estaria para breve o regresso daquele senhor sueco, que já por cá andou. Já o via de arraiais instalados lá para os lados da catedral. Para o mesmo “altar” ainda me passou pela cabeça outro nome, de outro senhor que também por cá andou e que, apesar de tudo, tantas euforias nos deu. Descobri agora que vai para o…Uzbequistão, treinar um clube que também começa por B e onde todos os países à volta, terminam em ão… assim como Felipão. Muitos gestos vai o homem ter de fazer para ser entendido, sim porque aprender Uzbeque, deve ser tarefa para uns anitos.
Tudo isto, para dizer, que ao que parece, é mesmo Jesus que vai ocupar o tal altar da Catedral. Será que é desta que a paz vai descer ao terreno benfiquista ou o calvário é para durar?
Em benefício da dúvida, por aqui me fico.
Tudo isto, para dizer, que ao que parece, é mesmo Jesus que vai ocupar o tal altar da Catedral. Será que é desta que a paz vai descer ao terreno benfiquista ou o calvário é para durar?
Em benefício da dúvida, por aqui me fico.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
terça-feira, 2 de junho de 2009
Política rimada
Só faltam três dias para o frenesim acabar;
com tantas indecisões,
vamos ter que os aturar,
em mais duas eleições.
Feiras, fábricas e avenidas,
souberam eles palmilhar.
A política é prevenida,
quando votos tem que ganhar.
Veio a Ilda, o Rangel e o Vital,
dar as linhas ao povinho,
nem é preciso ler o manual,
para pôr o voto certinho.
Vital nas palavras tropeçou,
mas teve o apoio do José.
Rangel só se constipou
e seguiu sem a Mané
Ainda há mais para proferir,
com o Paulo e o Miguel,
não sei quem se vai rir,
depois de contado no papel.
Não esqueci os pequenotes,
que também querem alcançar,
mas têm que dar pinotes,
para conseguirem lá chegar.
Haja paciência,
para tanta alocução,
com tamanha penitência,
bendito seria um apagão.
com tantas indecisões,
vamos ter que os aturar,
em mais duas eleições.
Feiras, fábricas e avenidas,
souberam eles palmilhar.
A política é prevenida,
quando votos tem que ganhar.
Veio a Ilda, o Rangel e o Vital,
dar as linhas ao povinho,
nem é preciso ler o manual,
para pôr o voto certinho.
Vital nas palavras tropeçou,
mas teve o apoio do José.
Rangel só se constipou
e seguiu sem a Mané
Ainda há mais para proferir,
com o Paulo e o Miguel,
não sei quem se vai rir,
depois de contado no papel.
Não esqueci os pequenotes,
que também querem alcançar,
mas têm que dar pinotes,
para conseguirem lá chegar.
Haja paciência,
para tanta alocução,
com tamanha penitência,
bendito seria um apagão.
Setas e índios
Qual será a relação entre a política e as marcas rodoviárias desenhadas no chão de ruas e estradas? De uma forma directa ou indirecta, ambos “nos comandam” !? Num há índios, noutro há setas!?
Provavelmente não haverá qualquer tipo de relação, mas o meu neurónio tresmalhado, levou-me a concluir que até há uma ligação e que podemos ver coisas onde elas não existem.
Será imaginação ou demasiada ficção, mas a verdade é que nas renovadas estradas da circunvalação de Viseu, não existe o lado esquerdo. Ou seja, depois do aprumado desafio, que é fazer os risquinhos todos direitinhos no pavimento, a seta da esquerda, foi banida. O esquecimento, distracção ou não sei o quê, poderá inclusivamente dar origem a mal entendidos com os frequentes “toques” nas “bolachas“. Quem desce e entra na rotunda Carlos Lopes, não vê setas de viragem à esquerda, mas também acho que já ninguém repara nestas coisas. Hoje numa volta pela cidade encontrei outros exemplos; em alguns deles nem setas existem, o que, provavelmente, será mesmo a melhor opção.
Provavelmente não haverá qualquer tipo de relação, mas o meu neurónio tresmalhado, levou-me a concluir que até há uma ligação e que podemos ver coisas onde elas não existem.
Será imaginação ou demasiada ficção, mas a verdade é que nas renovadas estradas da circunvalação de Viseu, não existe o lado esquerdo. Ou seja, depois do aprumado desafio, que é fazer os risquinhos todos direitinhos no pavimento, a seta da esquerda, foi banida. O esquecimento, distracção ou não sei o quê, poderá inclusivamente dar origem a mal entendidos com os frequentes “toques” nas “bolachas“. Quem desce e entra na rotunda Carlos Lopes, não vê setas de viragem à esquerda, mas também acho que já ninguém repara nestas coisas. Hoje numa volta pela cidade encontrei outros exemplos; em alguns deles nem setas existem, o que, provavelmente, será mesmo a melhor opção.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Sinais
Peugeot-Citroën e Yazaki Saltano. Pela mesma altura fica a saber-se que uma vai produzir um novo modelo automóvel e que a outra, retira mais de 200 trabalhadores do regime de “Lay-off”. Serão sinais positivos, ou meras coincidências? Será que o bicho papão, chamado crise que nos tem atormentado, estará finalmente a entrar em decomposição? Há quem diga que não e há quem diga que não!!!!
São sinais na entrada de um Verão “quente”, que mal começou a aquecer e que vai deixar marcas de insolação em peles pouco habituadas a ambientes desabridos.
São sinais na entrada de um Verão “quente”, que mal começou a aquecer e que vai deixar marcas de insolação em peles pouco habituadas a ambientes desabridos.
sábado, 30 de maio de 2009
Goran...gorado

Ontem auto-estrada fora, de regresso a casa já fora de horas, ouço no top das notícias que um candidato à presidência do Sporting tem um acordo com Sven-Goran Eriksson, para este vir treinar o clube. Senti-me traída. Não consigo ver o meu treinador de eleição, noutra equipa portuguesa, que não seja o SLB.
Há muito que ando a dizer, que o Glorioso só voltará a ser campeão, com o sueco ao leme. Bolas…mas ninguém me dá ouvidos.
Entretanto o tal acordo também já foi desmentido e portanto, a traição não se concretizou. Enquanto a caravana vai passando, eu aguardo que um dia a minha “profecia” se concretize. Ó Rui, faz lá uma forcinha pá…
Foto em ogremiobenfiquista.blogspot.com
Espelho opaco
As Pipis e as Tétés vestiram-se a preceito. É sempre assim, quando vem alguma figura cá ao burgo. As temperaturas dispararam e o vento fez um intervalo para que trapitos novos viessem à baila. Sim, porque isto de aparecer, tem que se lhe diga e em plena campanha, tem muito mais que se lhe diga. E protocolo… é protocolo.
Não querendo ser má língua, mas não resistindo à dita, há outros figurões, que, por mais que tentem, ou se calhar não tentam, parecem embutidos numa fatiota de cangalheiro que fica a léguas do que se supõe elegância. Provavelmente os conselheiros, precisam também de conselheiros, mas neste caso de imagem…
Não falo em nomes para não ferir susceptibilidades, mas há quem saiba do que estou a falar.
Não querendo ser má língua, mas não resistindo à dita, há outros figurões, que, por mais que tentem, ou se calhar não tentam, parecem embutidos numa fatiota de cangalheiro que fica a léguas do que se supõe elegância. Provavelmente os conselheiros, precisam também de conselheiros, mas neste caso de imagem…
Não falo em nomes para não ferir susceptibilidades, mas há quem saiba do que estou a falar.
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Gralha
Ser gralha por vezes tem a sua piada. Já todos tivemos intimidades com elas e sabemos que podem ser inofensivas, ignoradas, fruto de distracção, traiçoeiras, mas também assentar tão bem no local onde estão, que parece que foram lá postas de propósito.
Ontem foi apresentado em Aveiro, uma espécie de ensaio preliminar sobre um estudo que está a ser feito sobre a “nossa” saúde sexual. Na matéria enviada à comunicação social, referia-se que “Um conjunto de dados…vão ser tornados púbicos…”. Ao contrário do que se diz por aí, aqui a bota bate mesmo com a perdigota. Quem escreveu a dita, estaria apenas distraído (a) ou com pensamentos menos pudicos? Não sei, mas lá que teve a sua garça…teve.
Ontem foi apresentado em Aveiro, uma espécie de ensaio preliminar sobre um estudo que está a ser feito sobre a “nossa” saúde sexual. Na matéria enviada à comunicação social, referia-se que “Um conjunto de dados…vão ser tornados púbicos…”. Ao contrário do que se diz por aí, aqui a bota bate mesmo com a perdigota. Quem escreveu a dita, estaria apenas distraído (a) ou com pensamentos menos pudicos? Não sei, mas lá que teve a sua garça…teve.
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Quando tudo se apaga...
Quando eu era criança sonhava. Sonhava com este mundo e todos os outros. Não no sentido de posse, mas tão só de descoberta. E descobri o que havia para descobrir nessa idade em que temos sempre resposta pronta, em que um “não” significa o fim do mundo, em que um castigo nos fazia tão ingenuamente pensar “vou fugir de casa”.
Quando eu era criança tinha pai e mãe que cuidavam, educavam, que ajudavam a crescer de forma preparada para uma vida que se avizinhava, ainda que incógnita e enigmática.
Hoje à distância vejo que tive uma infância plena, apenas com as minhas cândidas preocupações típicas da meninice. As vezes que chorei terão sido quase sempre por uma dor física, por uma birra ou por não me terem comprado o tal “comboio” que eu sempre quis.
Nunca me doeu o coração. Nunca senti a alma ferida por atitudes errantes dos que me estavam próximo. Para muitos de nós, estas são dores que descobrimos ao entrar na idade adulta e apesar da força dos anos, sabemos o quão difícil é carrega-las.
Eu que ás vezes me julgo de sentimento duro, de coração forte que não cede facilmente, de lágrima quase impossível, não resisti ao circo indomável, em que se transformou a vida de Alexandra. Uma inocência perdida antes de tempo e uma infância infernizada por adultos inconsequentes. Os sonhos desta menina desenham apenas uma vontade de ser gostada; os sonhos desta menina são pesadelos criados por adultos que actuam em palcos decadentes e ruinosos. E há muitas Alexandras que não conhecemos; e haverá sempre. Que os holofote caídos inesperadamente na sua vida, sirvam pelo menos para reparar o seu futuro e diminuir a carga de um passado penosamente escrito.
Quando eu era criança tinha pai e mãe que cuidavam, educavam, que ajudavam a crescer de forma preparada para uma vida que se avizinhava, ainda que incógnita e enigmática.
Hoje à distância vejo que tive uma infância plena, apenas com as minhas cândidas preocupações típicas da meninice. As vezes que chorei terão sido quase sempre por uma dor física, por uma birra ou por não me terem comprado o tal “comboio” que eu sempre quis.
Nunca me doeu o coração. Nunca senti a alma ferida por atitudes errantes dos que me estavam próximo. Para muitos de nós, estas são dores que descobrimos ao entrar na idade adulta e apesar da força dos anos, sabemos o quão difícil é carrega-las.
Eu que ás vezes me julgo de sentimento duro, de coração forte que não cede facilmente, de lágrima quase impossível, não resisti ao circo indomável, em que se transformou a vida de Alexandra. Uma inocência perdida antes de tempo e uma infância infernizada por adultos inconsequentes. Os sonhos desta menina desenham apenas uma vontade de ser gostada; os sonhos desta menina são pesadelos criados por adultos que actuam em palcos decadentes e ruinosos. E há muitas Alexandras que não conhecemos; e haverá sempre. Que os holofote caídos inesperadamente na sua vida, sirvam pelo menos para reparar o seu futuro e diminuir a carga de um passado penosamente escrito.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Capitais...das rotundas e dos buracos!!
Se para muitos Viseu é a capital das rotundas, o que não é de todo um aspecto negativo, para mim é uma cidade limpa, bem cuidada, arrumada, arejada e verde. E ontem dei mais valor a tudo isso, depois de me aventurar por caminhos travessos em Aveiro, que quase me atreveria a chamar de “capital dos buracos”.
Se por ordem alfabética, uma está no topo e a outra na cauda, em termos de qualidade e cuidado a inversão é óbvia.
Se por ordem alfabética, uma está no topo e a outra na cauda, em termos de qualidade e cuidado a inversão é óbvia.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
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