Andava eu à procura do Livro de Reclamações Electrónico, do São Pedro, para registar o meu protesto contra a chuva, mas parece-me que a banda larga ainda não chegou lá acima e muito menos o Magalhães.
E porque é que Pedro, ganhou na razão popular, este atributo de controlar, o tempo que faz?
Pois, já sabemos que é ele que tem as chaves do Reino dos Céus e a razão parece residir nesta passagem do evangelho de Mateus, em que Jesus diz a Pedro:
“Eu te darei as chaves do Reino do Céu. Tudo o que ligares na terra, será também ligado no Céu. Tudo o que desligares na terra, será desligado no Céu.”
Será que o botão que desliga a chuva, avariou? Cá por baixo, se necessário for arranja-se técnico para consertar o dito. Mas continuar assim é que não!
sábado, 31 de janeiro de 2009
quarta-feira, 28 de janeiro de 2009
Maldita cocaína...
Essa maldita coisa institucionalizada nacional e internacionalmente, chamada crise, está a tornar mais claros alguns fios de cabelo a muita gente. É ela que me tem tirado a liberdade temporal para vir aqui, mais vezes. Por causa dela, aumenta o trabalho para alguns de nós e o dia transforma-se num corre-corre, que não deixa tempo, para praticamente mais nada.
Há uma canção, intitulada “Alô, Alô Marciano” de Rita Lee e Roberto Carvalho, magistralmente interpretada por Elis Regina, que diz tão simplesmente “a crise tá virando zona” Eu diria que está virando mundo. A crise é como uma droga, sair da dependência , vai exigir muitos tratamentos. Dão-se alvíssaras a quem encontrar o antídoto, o veneno, qualquer coisa que mate este bicho.
Há uma canção, intitulada “Alô, Alô Marciano” de Rita Lee e Roberto Carvalho, magistralmente interpretada por Elis Regina, que diz tão simplesmente “a crise tá virando zona” Eu diria que está virando mundo. A crise é como uma droga, sair da dependência , vai exigir muitos tratamentos. Dão-se alvíssaras a quem encontrar o antídoto, o veneno, qualquer coisa que mate este bicho.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Ai se Camões tivesse internet!!!!!!!
O ser humano é estranho. Se não fosse, também seríamos todos conhecidos uns dos outros e a “coisa” deixaria de ter piada.
Por uma, ou por várias razões, “gostamos” ou não, de alguém, que nem sequer conhecemos, que nunca encontramos na rua, em suma, que não conhecemos mesmo. A televisão e também a rádio, mas mais a primeira, tem o condão de nos compelir a ajuizar sobre determinada pessoa. Por questões culturais, pela facilidade de comunicar, porque nos convence, ou não convence, pela voz, ou até pelo aspecto físico, (aparente) simpatizamos, ou não, com esse alguém. Já me aconteceu em variadas ocasiões.
Entre as ditas, aconteceu “engraçar” com um alguém, já com vários programas de índole cultural feitos na TV e também na rádio. O homem não sabe sequer que eu existo, mas a sua figura, deixou-me boa impressão. Um tipo de meia idade, cabelo grisalho, adorador de terras quentes com mares tranquilos, sempre de sorriso singelo, bom entrevistador, afável comunicador e também bom escritor. Vi e ouvi, muito do que lançou para o “ar”, captando o meu agrado.
Há alguns meses, descobri também que a dita pessoa, tinha e tem um blog, que leio regularmente, por todas as razões já apontadas.
Os blogs, servem para o que servem. Bons ou maus, a classificação é discutível e o grau de importância relativo. Mas terão sempre, um pouco da “personalidade” do, ou dos seus autores. Eu acho que sim.
E foi lá (no blog) que conheci mais um pouco dessa pessoa, que não sabe que eu existo, que não conheço, com a qual nunca me cruzei, ou seja, que conheço não conhecendo.
Num dos últimos “posts” que escreveu, comecei no entanto a descobrir, pequenos pormenores, que desmontaram parte da imagem, que eu tinha concebido. Pareceu-me existir “ali” algum “desarranjo” proveniente de alguém um pouco enfastiado, com o que ocorre na blogosfera. Acho que quase consegui “entreler“, que, se ele pudesse, abatia muitos dos escritos que andam por aí, alguns considerados ridículos. É uma opinião que naturalmente se aceita, mas a relatividade, está, aos olhos dos outros, em tudo que dizemos, fazemos ou escrevemos. Imaginem só, Luís Vaz de Camões, com um blog na Internet, a escrever:
“Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,
Sem falta lhe terá bem merecido
Que lhe seja cruel ou rigoroso.
Quem o contrário diz não seja crido;
Seja por cego e apaixonado tido,
E aos homens, e inda aos Deuses, odioso.
Se males faz Amor em mim se vêem;
Em mim mostrando todo o seu rigor,
Ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de Amor;
Todos os seus males são um bem,
Que eu por todo outro bem não trocaria. “
Que diriam? Ridículo? Piroso? Sim ou não? Sabendo o que sabemos hoje, provavelmente, ninguém se atreveria.
Em conclusão, continuo a admirar e apreciar a dita figura, que não conheço, com a qual nunca me cruzei, que nem sabe que eu existo, mas…já tenho um mas.
E acabo como comecei. O ser humano é estranho. Atreve-se a ajuizar sem conhecer.
Por uma, ou por várias razões, “gostamos” ou não, de alguém, que nem sequer conhecemos, que nunca encontramos na rua, em suma, que não conhecemos mesmo. A televisão e também a rádio, mas mais a primeira, tem o condão de nos compelir a ajuizar sobre determinada pessoa. Por questões culturais, pela facilidade de comunicar, porque nos convence, ou não convence, pela voz, ou até pelo aspecto físico, (aparente) simpatizamos, ou não, com esse alguém. Já me aconteceu em variadas ocasiões.
Entre as ditas, aconteceu “engraçar” com um alguém, já com vários programas de índole cultural feitos na TV e também na rádio. O homem não sabe sequer que eu existo, mas a sua figura, deixou-me boa impressão. Um tipo de meia idade, cabelo grisalho, adorador de terras quentes com mares tranquilos, sempre de sorriso singelo, bom entrevistador, afável comunicador e também bom escritor. Vi e ouvi, muito do que lançou para o “ar”, captando o meu agrado.
Há alguns meses, descobri também que a dita pessoa, tinha e tem um blog, que leio regularmente, por todas as razões já apontadas.
Os blogs, servem para o que servem. Bons ou maus, a classificação é discutível e o grau de importância relativo. Mas terão sempre, um pouco da “personalidade” do, ou dos seus autores. Eu acho que sim.
E foi lá (no blog) que conheci mais um pouco dessa pessoa, que não sabe que eu existo, que não conheço, com a qual nunca me cruzei, ou seja, que conheço não conhecendo.
Num dos últimos “posts” que escreveu, comecei no entanto a descobrir, pequenos pormenores, que desmontaram parte da imagem, que eu tinha concebido. Pareceu-me existir “ali” algum “desarranjo” proveniente de alguém um pouco enfastiado, com o que ocorre na blogosfera. Acho que quase consegui “entreler“, que, se ele pudesse, abatia muitos dos escritos que andam por aí, alguns considerados ridículos. É uma opinião que naturalmente se aceita, mas a relatividade, está, aos olhos dos outros, em tudo que dizemos, fazemos ou escrevemos. Imaginem só, Luís Vaz de Camões, com um blog na Internet, a escrever:
“Quem diz que Amor é falso ou enganoso,
Ligeiro, ingrato, vão desconhecido,
Sem falta lhe terá bem merecido
Que lhe seja cruel ou rigoroso.
Quem o contrário diz não seja crido;
Seja por cego e apaixonado tido,
E aos homens, e inda aos Deuses, odioso.
Se males faz Amor em mim se vêem;
Em mim mostrando todo o seu rigor,
Ao mundo quis mostrar quanto podia.
Mas todas suas iras são de Amor;
Todos os seus males são um bem,
Que eu por todo outro bem não trocaria. “
Que diriam? Ridículo? Piroso? Sim ou não? Sabendo o que sabemos hoje, provavelmente, ninguém se atreveria.
Em conclusão, continuo a admirar e apreciar a dita figura, que não conheço, com a qual nunca me cruzei, que nem sabe que eu existo, mas…já tenho um mas.
E acabo como comecei. O ser humano é estranho. Atreve-se a ajuizar sem conhecer.
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Vê se te avias...
"O Ministro dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, inaugura o Centro Social da ARCOR e a sede da Junta de Freguesia de Ois da Ribeira (Águeda) no próximo dia 24 de Janeiro de 2009. O investimento total do empreendimento ultrapassa os 1,45 milhões de euros."
AGENDA AGENDA AGENDA AGENDA
Há que estrear as agendas de 2009. O ano mal começou e já existem muuuuuitas páginas escritas. Os governantes então, upa upa... O gasóleo está mais barato, por isso esta é a oportunidade ideal para ir conhecer o país real.... Ou será que isto tem alguma coisa a ver com Mário Lino??!!
"Obras públicas e eleições
Mário Lino pede a empresas calendário de inaugurações
O Ministério das Obras Públicas enviou e-mails para várias empresas e organismos públicos a exigir que lhe sejam enviadas todas as informações, com antecedência, sobre o calendário de inaugurações e outras iniciativas dessas mesmas empresas." SIC
AGENDA AGENDA AGENDA AGENDA
Há que estrear as agendas de 2009. O ano mal começou e já existem muuuuuitas páginas escritas. Os governantes então, upa upa... O gasóleo está mais barato, por isso esta é a oportunidade ideal para ir conhecer o país real.... Ou será que isto tem alguma coisa a ver com Mário Lino??!!
"Obras públicas e eleições
Mário Lino pede a empresas calendário de inaugurações
O Ministério das Obras Públicas enviou e-mails para várias empresas e organismos públicos a exigir que lhe sejam enviadas todas as informações, com antecedência, sobre o calendário de inaugurações e outras iniciativas dessas mesmas empresas." SIC
terça-feira, 20 de janeiro de 2009
De branco!
A neve de hoje fez-me fugir uns anos. Uns anos valentes, em que por aqui, o fenómeno, era visita comum no Inverno. Ouvia-a chamar o meu nome, ainda eu dormia e dizer “está tudo branquinho”. Era remédio santo para saltar da cama num ápice. Era dia sem escola. Dia de brincadeira. Era um dia feliz e eu não sabia.
A neve voltou, mas ela não me chamou…! Não foi dia de brincadeira. Não foi dia de…Não são dias…!!!!
A neve voltou, mas ela não me chamou…! Não foi dia de brincadeira. Não foi dia de…Não são dias…!!!!
domingo, 18 de janeiro de 2009
Epígrafe
De palavras não sei. Apenas tento
desvendar o seu lento movimento
quando passam ao longo do que invento
como pre-feitos blocos de cimento.
De palavras não sei. Apenas quero
retomar-lhes o peso a consistência
e com elas erguer a fogo e ferro
um palácio de força e resistência.
De palavras não sei. Por isso canto
em cada uma apenas outro tanto
do que sinto por dentro quando as digo.
Palavra que me lavra. Alfaia escrava.
De mim próprio matéria bruta e brava
--- expressão da multidão que está comigo.
Ary dos Santos
Morreu no dia 18 de Janeiro de 1984.
desvendar o seu lento movimento
quando passam ao longo do que invento
como pre-feitos blocos de cimento.
De palavras não sei. Apenas quero
retomar-lhes o peso a consistência
e com elas erguer a fogo e ferro
um palácio de força e resistência.
De palavras não sei. Por isso canto
em cada uma apenas outro tanto
do que sinto por dentro quando as digo.
Palavra que me lavra. Alfaia escrava.
De mim próprio matéria bruta e brava
--- expressão da multidão que está comigo.
Ary dos Santos
Morreu no dia 18 de Janeiro de 1984.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
quinta-feira, 15 de janeiro de 2009
Mais difícil que bomba atómica!!!!
Um destes dias alguém me perguntou, porque é que a “bombazina” se chama bombazina. Pois!? É daquelas coisas… sem resposta. O termo ficou-me na curiosidade e fui em busca da palavra mistério e sua origem. Mas o mistério, continuou porque quase nada encontrei, sobre aquele tecido macio, primo em terceiro grau do veludo.
Mas lá fui sabendo algo.
"Tecido de algodão de gramagem média a pesada, com riscas caneladas de pelo em relevo ao comprimento formados através do pelo da trama. O tecido de base no qual é inserida a trama tripla é em ponto de sarja ou ponto de tafetá. Fabricado em diversas gramagens e com o canelado em várias larguras. Os tipos mais leves são utilizados na confecção de vestuário de criança e de senhora, enquanto que os tipos mais pesados são utilizados em roupa desportiva e de trabalho. O termo inglês "corduroy" significa "veludo canelado ao comprimento"; é também conhecido por veludo de Manchester." de "http://pt.texsite.info/Bombazina"
Se é de lá,da city, onde joga o CR7, então vamos lá procurar. E descobri mais isto, na Wikipédia british.
"Corduroy is a textile composed of twisted fibers that, when woven, lie parallel (similar to twill) to one another to form the cloth's distinct pattern, a "cord." Modern corduroy is most commonly composed of tufted cords, sometimes exhibiting a channel (bare to the base fabric) between the tufts. The word "corduroy" can be used as a noun, a transitive verb, or an adjective. Corduroy is, in essence, a ridged form of velvet.
While the word "corduroy" would seem to have French origins, potentially derived from "corde du roi" (roughly translated as "cloth/cord of the king"), the phrase "corde du roi" is not French. In fact, an 1807 French list of manufactured articles includes an entry for "kings-cordes," apparently taken from English. Corduroy is believed to have been first produced in Manchester England, the world's first industrial city. Manchester was referred to as Cottonopolis because of the large number of cotton spinning mills located there."
E depois à cata de mais informação, sobre este assunto tão importante para a humanidade, ainda descobri que CORDUROY, também é nome de desenhos animados , baseados no livro “A Pocket of Corduroy” de Don Freeman e ainda de uma canção do Pearl Jam.
Mas lá fui sabendo algo.
"Tecido de algodão de gramagem média a pesada, com riscas caneladas de pelo em relevo ao comprimento formados através do pelo da trama. O tecido de base no qual é inserida a trama tripla é em ponto de sarja ou ponto de tafetá. Fabricado em diversas gramagens e com o canelado em várias larguras. Os tipos mais leves são utilizados na confecção de vestuário de criança e de senhora, enquanto que os tipos mais pesados são utilizados em roupa desportiva e de trabalho. O termo inglês "corduroy" significa "veludo canelado ao comprimento"; é também conhecido por veludo de Manchester." de "http://pt.texsite.info/Bombazina"
Se é de lá,da city, onde joga o CR7, então vamos lá procurar. E descobri mais isto, na Wikipédia british.
"Corduroy is a textile composed of twisted fibers that, when woven, lie parallel (similar to twill) to one another to form the cloth's distinct pattern, a "cord." Modern corduroy is most commonly composed of tufted cords, sometimes exhibiting a channel (bare to the base fabric) between the tufts. The word "corduroy" can be used as a noun, a transitive verb, or an adjective. Corduroy is, in essence, a ridged form of velvet.
While the word "corduroy" would seem to have French origins, potentially derived from "corde du roi" (roughly translated as "cloth/cord of the king"), the phrase "corde du roi" is not French. In fact, an 1807 French list of manufactured articles includes an entry for "kings-cordes," apparently taken from English. Corduroy is believed to have been first produced in Manchester England, the world's first industrial city. Manchester was referred to as Cottonopolis because of the large number of cotton spinning mills located there."
E depois à cata de mais informação, sobre este assunto tão importante para a humanidade, ainda descobri que CORDUROY, também é nome de desenhos animados , baseados no livro “A Pocket of Corduroy” de Don Freeman e ainda de uma canção do Pearl Jam.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2009
"Um monte de sarilhos!"
Não sei que dizer ou pensar!!!!
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Patriarca alerta para perigos de casamentos com muçulmanos
O Cardeal Patriarca de Lisboa alertou as jovens portuguesas que o casamento com um muçulmano acarreta um “monte de sarilhos” devido ao fosso entre as duas culturas. D. José Policarpo considera que a comunidade cristã é muito ignorante em relação à muçulmana, sendo o conhecimento o primeiro passo para um diálogo, que considera “muito difícil”. A comunidade islâmica não comenta, para já, as declarações do cardeal.
“Só é possível dialogar com quem quer dialogar. Por exemplo, com os nossos irmãos muçulmanos o diálogo é muito difícil”, respondeu no encontro “125 minutos com Fátima Campos Ferreira”, realizado no auditório do Casino da Figueira da Foz.
“Estão a dar-se os primeiros passos, mas é muito difícil porque eles não admitem sequer”, disse, referindo-se à difícil relação com a crítica pela comunidade muçulmana. “A verdade deles é única e é toda”, afirmou.
O representante da igreja católica portuguesa junto do Vaticano considera que a comunidade muçulmana vê o diálogo com os cristãos como um método para demarcar o seu espaço, “como fazem os lobos na floresta”. D. José Policarpo acrescentou respeitar “estes espaços” muçulmanos, num país maioritariamente católico e considera que estão agora a dar-se “os primeiros passos” no diálogo entre diferentes religiões.
As relações do Patriarcado com a comunidade muçulmana de Lisboa, composta por 100 mil fiéis, “centrados à volta de três grandes mesquitas” são “habitualmente boas e muito simpáticas”.
A comunidade islâmica em Portugal não vai reagir, de momento, às declarações de D. José Policarpo. O líder religioso da comunidade, o sheik David Munir, respondeu que a resposta será dada em comunicado e só após ter falado com o Patriarcado.
Os responsáveis pela comunidade islâmica em Portugal confessam estar muito surpreendidos com as declarações do líder da igreja católica portuguesa.
Avisos contra casamentos entre católicos e muçulmanos
“Pensem duas vezes antes de casar com um muçulmanos. Nem Alá sabe onde é que acabam”, afirmou o cardeal, numa alusão às diferenças entre as duas religiões e respectivas tradições.
Este fosso será o principal factor que motiva o aviso “às jovens portuguesas: cautela com os amores”. Se "uma jovem europeia de formação cristã, se casa com um muçulmano, a primeira vez que vá para o país deles é sujeita ao regime das mulheres muçulmanas. Imagine-se lá!”, prosseguiu.
O Cardeal Patriarca referiu conhecer “casos dramáticos” de casamentos entre mulheres de formação cristã e homens muçulmanos.
Cristãos desconhecem fundamentos da religião muçulmana
Um dos principais entraves ao diálogo entre cristãos e muçulmanos é a ignorância relativamente a aspectos fundamentais da religião e que determinam posicionamentos de vida, considera D. José Policarpo.
“Nós somos muito ignorantes. Queremos dialogar com muçulmanos e não gastámos uma hora da nossa vida a perceber o que é que eles são. Quem é que, em Portugal, já leu o Alcorão?”, questionou o representante máximo da Igreja Católica em Portugal. “Se queremos dialogar com muçulmanos temos de saber o bê-a-bá da sua compreensão da vida, da sua fé. Portanto, a primeira coisa é conhecer melhor, respeitar”, sublinhou.
O conhecimento de princípios essenciais da comunidade muçulmana facilitaria muito até as relações religiosas. D.José Policarpo justificou esta opinião, dando como exemplo “um problema sério” que aconteceu na Cardeal de Colónia, Alemanha, cedida à comunidade muçulmana para uma cerimónia no Ramadão.
Após o “empréstimo”, a comunidade muçulmana não abdicava da Catedral de Colónia, tendo sido necessária a intervenção policial. “Os muçulmanos têm uma visão da sua religião em que o sítio onde se reúnem para rezar fica na posse deles. É o sítio onde Alá se encontrou com eles, portanto, mais ninguém pode rezar naquele sítio”, explicou.
RTP
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Patriarca alerta para perigos de casamentos com muçulmanos
O Cardeal Patriarca de Lisboa alertou as jovens portuguesas que o casamento com um muçulmano acarreta um “monte de sarilhos” devido ao fosso entre as duas culturas. D. José Policarpo considera que a comunidade cristã é muito ignorante em relação à muçulmana, sendo o conhecimento o primeiro passo para um diálogo, que considera “muito difícil”. A comunidade islâmica não comenta, para já, as declarações do cardeal.
“Só é possível dialogar com quem quer dialogar. Por exemplo, com os nossos irmãos muçulmanos o diálogo é muito difícil”, respondeu no encontro “125 minutos com Fátima Campos Ferreira”, realizado no auditório do Casino da Figueira da Foz.
“Estão a dar-se os primeiros passos, mas é muito difícil porque eles não admitem sequer”, disse, referindo-se à difícil relação com a crítica pela comunidade muçulmana. “A verdade deles é única e é toda”, afirmou.
O representante da igreja católica portuguesa junto do Vaticano considera que a comunidade muçulmana vê o diálogo com os cristãos como um método para demarcar o seu espaço, “como fazem os lobos na floresta”. D. José Policarpo acrescentou respeitar “estes espaços” muçulmanos, num país maioritariamente católico e considera que estão agora a dar-se “os primeiros passos” no diálogo entre diferentes religiões.
As relações do Patriarcado com a comunidade muçulmana de Lisboa, composta por 100 mil fiéis, “centrados à volta de três grandes mesquitas” são “habitualmente boas e muito simpáticas”.
A comunidade islâmica em Portugal não vai reagir, de momento, às declarações de D. José Policarpo. O líder religioso da comunidade, o sheik David Munir, respondeu que a resposta será dada em comunicado e só após ter falado com o Patriarcado.
Os responsáveis pela comunidade islâmica em Portugal confessam estar muito surpreendidos com as declarações do líder da igreja católica portuguesa.
Avisos contra casamentos entre católicos e muçulmanos
“Pensem duas vezes antes de casar com um muçulmanos. Nem Alá sabe onde é que acabam”, afirmou o cardeal, numa alusão às diferenças entre as duas religiões e respectivas tradições.
Este fosso será o principal factor que motiva o aviso “às jovens portuguesas: cautela com os amores”. Se "uma jovem europeia de formação cristã, se casa com um muçulmano, a primeira vez que vá para o país deles é sujeita ao regime das mulheres muçulmanas. Imagine-se lá!”, prosseguiu.
O Cardeal Patriarca referiu conhecer “casos dramáticos” de casamentos entre mulheres de formação cristã e homens muçulmanos.
Cristãos desconhecem fundamentos da religião muçulmana
Um dos principais entraves ao diálogo entre cristãos e muçulmanos é a ignorância relativamente a aspectos fundamentais da religião e que determinam posicionamentos de vida, considera D. José Policarpo.
“Nós somos muito ignorantes. Queremos dialogar com muçulmanos e não gastámos uma hora da nossa vida a perceber o que é que eles são. Quem é que, em Portugal, já leu o Alcorão?”, questionou o representante máximo da Igreja Católica em Portugal. “Se queremos dialogar com muçulmanos temos de saber o bê-a-bá da sua compreensão da vida, da sua fé. Portanto, a primeira coisa é conhecer melhor, respeitar”, sublinhou.
O conhecimento de princípios essenciais da comunidade muçulmana facilitaria muito até as relações religiosas. D.José Policarpo justificou esta opinião, dando como exemplo “um problema sério” que aconteceu na Cardeal de Colónia, Alemanha, cedida à comunidade muçulmana para uma cerimónia no Ramadão.
Após o “empréstimo”, a comunidade muçulmana não abdicava da Catedral de Colónia, tendo sido necessária a intervenção policial. “Os muçulmanos têm uma visão da sua religião em que o sítio onde se reúnem para rezar fica na posse deles. É o sítio onde Alá se encontrou com eles, portanto, mais ninguém pode rezar naquele sítio”, explicou.
RTP
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Hoje é dia de Marte
Há sempre algo para aprender, quando se está sem inspiração, para outras conversas.!! Útil não?
Terça-feira
A palavra é originária do latim Tertia Feria, que significa "terça feira", e de mesma acepção existe em galego (terza feira), mirandês (terça) e tétum (loron-tersa).
Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses dedicando este dia ao astro Marte o que originou outras denominações, em espanhol diz-se martes e em italiano, martedì, com os significado de Marte e dia de Marte. Outros povos reverenciavam deuses mitológicos, em inglês diz-se tuesday, dia de Tiw, e em alemão dienstag, dia de Tiwaz.
Terça-feira em outros idiomas
Com idioma, nome e significado.
Alemão Dienstag Dia de Tiwaz
Catalão Dimarts Dia de Marte
Dinamarquês Tirsdag Dia de Tyr
Dousha Maruna Dia de Marte
Espanhol Martes Marte
Esperanto Mardo Dia de Marte
Francês Mardi Dia de Marte
Italiano Martedì Dia de Marte
Holandês Dinsdag Dia de Tyr
Inglês Tuesday Dia de Tiw ou Tiu
Japonês 火曜日 (Kayôbi) Dia do Fogo
Chinês 星期二 (xīng qī èr) Dois da semana
Russo Вторник (Vtornik) Segundo dia
Romeno Marţi Marte
Basco Astearte Entre-semana
Latim clássico Dies Martis Dia de Marte
Grego moderno Τρίτη Terceira [da semana
Wikipédia
Terça-feira
A palavra é originária do latim Tertia Feria, que significa "terça feira", e de mesma acepção existe em galego (terza feira), mirandês (terça) e tétum (loron-tersa).
Povos pagãos antigos reverenciavam seus deuses dedicando este dia ao astro Marte o que originou outras denominações, em espanhol diz-se martes e em italiano, martedì, com os significado de Marte e dia de Marte. Outros povos reverenciavam deuses mitológicos, em inglês diz-se tuesday, dia de Tiw, e em alemão dienstag, dia de Tiwaz.
Terça-feira em outros idiomas
Com idioma, nome e significado.
Alemão Dienstag Dia de Tiwaz
Catalão Dimarts Dia de Marte
Dinamarquês Tirsdag Dia de Tyr
Dousha Maruna Dia de Marte
Espanhol Martes Marte
Esperanto Mardo Dia de Marte
Francês Mardi Dia de Marte
Italiano Martedì Dia de Marte
Holandês Dinsdag Dia de Tyr
Inglês Tuesday Dia de Tiw ou Tiu
Japonês 火曜日 (Kayôbi) Dia do Fogo
Chinês 星期二 (xīng qī èr) Dois da semana
Russo Вторник (Vtornik) Segundo dia
Romeno Marţi Marte
Basco Astearte Entre-semana
Latim clássico Dies Martis Dia de Marte
Grego moderno Τρίτη Terceira [da semana
Wikipédia
segunda-feira, 12 de janeiro de 2009
A Laranja e a Canela
Depois de jantar um delicioso peixe grelhado e enquanto bebia o meu já quase tradicional, chá de laranja e canela, assisti com alguma curiosidade, à estreia de hoje, na SIC. Mário Crespo entrevistou Alberto João Jardim.
Ao mesmo tempo, dei por mim a estabelecer uma espécie de analogia entre dois homens, já passados dos sessenta, e a laranja e a canela.
De um lado o Presidente do Governo Regional da Madeira, que será sem sombra de dúvida, a laranja; tem acidez, é sumarento nas palavras, tem casca grossa, é difícil de descascar e em muitas ocasiões também nos provoca arrepios.
Do outro, Mário Crespo que casa na perfeição com a especiaria. Suave, mas simultaneamente intenso, estilo ligeiramente adocicado, aromático quanto baste e um tempero eficaz para determinadas iguarias.
E tudo isto, esteve quase sempre presente, na quase mútua entrevista que se fizeram. Quando se “fala“, como atravessado líder Madeirense, é difícil, que mais alguém fale e em muitas ocasiões, é ele que faz as perguntas. Hoje não foi excepção. João Jardim, voltou a chamar mentirosos aos do costume, fraseou “esse rapaz”, para se referir a Pedro Passos Coelho e até invocou a memória de Álvaro Cunhal, “que descanse em paz, que também merece”, para comentar uma boca infeliz, do porta-voz do Partido Socialista, Vitalino Canas.
Voltou a dizer-se português, para “fugir” à independência ou a qualquer coisa do género, na sua Madeira.
A entrevista terminou num ápice, com o senão do auricular de Mário Crespo ser demasiado audível e motivo de distracção para quem assistiu.
Ao mesmo tempo, dei por mim a estabelecer uma espécie de analogia entre dois homens, já passados dos sessenta, e a laranja e a canela.
De um lado o Presidente do Governo Regional da Madeira, que será sem sombra de dúvida, a laranja; tem acidez, é sumarento nas palavras, tem casca grossa, é difícil de descascar e em muitas ocasiões também nos provoca arrepios.
Do outro, Mário Crespo que casa na perfeição com a especiaria. Suave, mas simultaneamente intenso, estilo ligeiramente adocicado, aromático quanto baste e um tempero eficaz para determinadas iguarias.
E tudo isto, esteve quase sempre presente, na quase mútua entrevista que se fizeram. Quando se “fala“, como atravessado líder Madeirense, é difícil, que mais alguém fale e em muitas ocasiões, é ele que faz as perguntas. Hoje não foi excepção. João Jardim, voltou a chamar mentirosos aos do costume, fraseou “esse rapaz”, para se referir a Pedro Passos Coelho e até invocou a memória de Álvaro Cunhal, “que descanse em paz, que também merece”, para comentar uma boca infeliz, do porta-voz do Partido Socialista, Vitalino Canas.
Voltou a dizer-se português, para “fugir” à independência ou a qualquer coisa do género, na sua Madeira.
A entrevista terminou num ápice, com o senão do auricular de Mário Crespo ser demasiado audível e motivo de distracção para quem assistiu.
domingo, 11 de janeiro de 2009
"Versos Sencillos"
Ontem à noite a RTP, exibiu o filme "Havana-Cidade Perdida", de e com Andy Garcia. É um filme de luz quente e envolvente; é um hino ao amor,embora impossível, a uma pátria perdida e a uma vida recomeçada do quase nada. O filme termina com este poema que vale a pena partilhar.
Yo soy un hombre sincero
De donde crece la palma.
Y antes de morirme quiero
Echar mis versos del alma.
Yo vengo de todas partes,
Y hacia todas partes voy:
Arte soy entre las artes,
E en los montes, monte soy.
(...)
Todo es hermoso y constante,
Todo es música y razón,
Y todo, como el diamante,
Antes que luz es carbón.
(...)
Con los pobres de la tierra
Quiero yo mi suerte echar:
El arroyo de la sierra
Me complace más que el mar.
(...)
Yo quiero, cuando me muera
Sin patria, pero sin amo,
Tener en mi losa un ramo
De flores, y una bandera!
(...)
Cultivo una rosa blanca
En julio como en enero,
Para el amigo sincero
Que me da su mano franca.
Y para el cruel que me arranca
El corazón con que vivo,
Cardo ni oruga cultivo;
Cultivo la rosa blanca.
Versos Sencillos
José Martí
aqui
Yo soy un hombre sincero
De donde crece la palma.
Y antes de morirme quiero
Echar mis versos del alma.
Yo vengo de todas partes,
Y hacia todas partes voy:
Arte soy entre las artes,
E en los montes, monte soy.
(...)
Todo es hermoso y constante,
Todo es música y razón,
Y todo, como el diamante,
Antes que luz es carbón.
(...)
Con los pobres de la tierra
Quiero yo mi suerte echar:
El arroyo de la sierra
Me complace más que el mar.
(...)
Yo quiero, cuando me muera
Sin patria, pero sin amo,
Tener en mi losa un ramo
De flores, y una bandera!
(...)
Cultivo una rosa blanca
En julio como en enero,
Para el amigo sincero
Que me da su mano franca.
Y para el cruel que me arranca
El corazón con que vivo,
Cardo ni oruga cultivo;
Cultivo la rosa blanca.
Versos Sencillos
José Martí
aqui
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
Dor!
Num dia em que muitas casas portuguesas, estarão necessariamente mais aquecidas, quero partilhar algum do “calor” da minha, com duas pessoas que não conheço pessoalmente, mas que por estes dias, deverão estar a sentir, um frio terrível na alma.
Adelina Lagarto e Luís Nunes.
(...)
Que quem já é pecador
Sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
Porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
Uma funda turbação
Entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração.
Balada da Neve de Augusto Gil
Poema completo aqui.
Adelina Lagarto e Luís Nunes.
(...)
Que quem já é pecador
Sofra tormentos, enfim!
Mas as crianças, Senhor,
Porque lhes dais tanta dor?!...
Porque padecem assim?!...
E uma infinita tristeza,
Uma funda turbação
Entra em mim, fica em mim presa.
Cai neve na Natureza
- e cai no meu coração.
Balada da Neve de Augusto Gil
Poema completo aqui.
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
Sem fim...
Quando eu nasci já se falava no assunto. Cresci a ouvir palavras como Gaza, Vale de Beka, Montes Golan,Fatah, OLP, Intifada, Israel, Palestina e sempre mortes a acompanhar.
Pouco mudou. As razões aqui explicadas.Publicação de 4 de Janeiro da Folha de São Paulo.
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"Entenda o conflito entre Israel e o Hamas em Gaza
O Exército israelita opera neste domingo na entrada da Cidade de Gaza, a dezenas de quilómetros da fronteira com Israel, informaram testemunhas. No nono dia consecutivo dos bombardeios israelitas contra alvos do movimento islâmico Hamas na região, as Forças de Defesa ampliam a ofensiva terrestre, considerada o segundo passo da grande ofensiva militar que deixou ao menos 460 mortos e cerca de 2.350 feridos.
Veja abaixo um guia para entender o conflito:
Qual é a situação de Gaza?
O território, sob controle egípcio entre 1948 e 1967, foi ocupado por Israel há 41 anos. Em 2005, Israel retirou seus colonos e tropas de Gaza, mas manteve o controle das fronteiras terrestres e marítimas do território. Em 2007, depois que o grupo islâmico Hamas expulsou de Gaza os rivais do partido secular Fatah, Israel e Egipto impuseram um bloqueio económico à região
Por que o Hamas controla Gaza?
O grupo islâmico, contrário aos acordos entre Israel e as lideranças do Fatah, venceu as eleições legislativas de 2006 em Gaza e na Cisjordânia. A Cisjordânia está sob ocupação israelita desde 1967, com autonomia limitada exercida pela ANP (Autoridade Nacional Palestina), criada após os Acordos de Oslo com Israel, em 1993.
A eleição de 2006 dividiu a liderança palestina. O Hamas assumiu a chefia do gabinete, mas a Presidência da ANP continuou nas mãos de Mahmoud Abbas, do Fatah.
O gabinete dirigido pelo Hamas foi boicotado por Israel e as potências ocidentais. Abbas se recusou a ceder ao Hamas o comando das forças de segurança. A crise política resultou em conflito armado que levou à expulsão do Fatah de Gaza. Diálogo para um governo de união nacional, mediado por Qatar, fracassou sob pressão dos EUA
Por que a trégua entre Israel e o Hamas fracassou?
A trégua foi acertada em Junho, por intermédio do Egipto. Nenhum dos lados cumpriu estritamente seus termos. Foguetes continuaram a ser lançados de Gaza, embora de forma bem mais esporádica, e Israel não liberou o fluxo de mercadorias para a região.
A tensão recrudesceu depois de 4 de Novembro, dia da eleição nos Estados Unidos, quando Israel bombardeou um túnel em Gaza que supostamente seria usado pelo Hamas para sequestrar soldados
Qual a posição dos países árabes no conflito?
Os governos árabes têm posição dúbia. A maioria apoia o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, contra o Hamas, temendo a influência do grupo sobre radicais em seus países. Mas sofre pressão popular para reagir a Israel. Apenas dois países árabes, Egipto e Jordânia, têm relações diplomáticas com Israel. Em 2002, a Liga Árabe lançou a Iniciativa de Paz prometendo normalizar relações com Israel em troca da desocupação de Gaza, da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental e das colinas sírias de Golã
Por que Israel decidiu atacar?
Há várias explicações. Oficialmente, o país visa enfraquecer a capacidade militar do Hamas. Mas há líderes israelitas que pregam a destruição do grupo ou a derrubada do seu governo em Gaza -o que pode ser o objectivo da invasão iniciada ontem. Analistas apontam pelo menos mais três razões para o ataque:
1) A proximidade das eleições gerais de 10 de Fevereiro, na qual a actual coalizão de governo, de centro-direita, vinha sendo ameaçada pela ascensão da extrema direita, que defendia uma ofensiva dura contra o Hamas
2) A decisão do país de restabelecer seu poder de dissuasão, ameaçado pelo fracasso da guerra de 2006 contra o grupo xiita libanês Hizbollah. Tanto o Hizbollah quanto o Hamas, em menor grau, têm apoio do Irão, que Israel vê como seu principal inimigo
3) A proximidade da posse de Obama nos EUA. Obama vinha sendo instado a pressionar Israel a um acordo para a criação do Estado palestino em Gaza e na Cisjordânia, objectivo de negociações que se arrastam há 15 anos. Ao atacar o Hamas, Israel pretenderia continuar a impor seu ritmo às negociações
O que quer o Hamas?
O Hamas é misto de milícia, partido e instituição de caridade. A carta fundadora do grupo prega a destruição de Israel. Nos anos 90 e início desta década, o Hamas promoveu dezenas de atentados terroristas em Israel
Desde que aderiram à política formal, nas eleições palestinas de 2006, os dirigentes do Hamas têm sido dúbios. Uma oferta de "trégua prolongada" em 2007 foi vista como reconhecimento implícito de Israel. Há dúvidas sobre se, ao pressionar pela renegociação em termos mais favoráveis da trégua, o grupo esperava retaliação maciça
Qual é a perspectiva agora?
Israel invadiu Gaza 48 horas antes de a ONU discutir proposta de cessar-fogo monitorado; o futuro dependerá da dimensão do avanço israelita em terra."
da Folha de S. Paulo
aqui
Pouco mudou. As razões aqui explicadas.Publicação de 4 de Janeiro da Folha de São Paulo.
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"Entenda o conflito entre Israel e o Hamas em Gaza
O Exército israelita opera neste domingo na entrada da Cidade de Gaza, a dezenas de quilómetros da fronteira com Israel, informaram testemunhas. No nono dia consecutivo dos bombardeios israelitas contra alvos do movimento islâmico Hamas na região, as Forças de Defesa ampliam a ofensiva terrestre, considerada o segundo passo da grande ofensiva militar que deixou ao menos 460 mortos e cerca de 2.350 feridos.
Veja abaixo um guia para entender o conflito:
Qual é a situação de Gaza?
O território, sob controle egípcio entre 1948 e 1967, foi ocupado por Israel há 41 anos. Em 2005, Israel retirou seus colonos e tropas de Gaza, mas manteve o controle das fronteiras terrestres e marítimas do território. Em 2007, depois que o grupo islâmico Hamas expulsou de Gaza os rivais do partido secular Fatah, Israel e Egipto impuseram um bloqueio económico à região
Por que o Hamas controla Gaza?
O grupo islâmico, contrário aos acordos entre Israel e as lideranças do Fatah, venceu as eleições legislativas de 2006 em Gaza e na Cisjordânia. A Cisjordânia está sob ocupação israelita desde 1967, com autonomia limitada exercida pela ANP (Autoridade Nacional Palestina), criada após os Acordos de Oslo com Israel, em 1993.
A eleição de 2006 dividiu a liderança palestina. O Hamas assumiu a chefia do gabinete, mas a Presidência da ANP continuou nas mãos de Mahmoud Abbas, do Fatah.
O gabinete dirigido pelo Hamas foi boicotado por Israel e as potências ocidentais. Abbas se recusou a ceder ao Hamas o comando das forças de segurança. A crise política resultou em conflito armado que levou à expulsão do Fatah de Gaza. Diálogo para um governo de união nacional, mediado por Qatar, fracassou sob pressão dos EUA
Por que a trégua entre Israel e o Hamas fracassou?
A trégua foi acertada em Junho, por intermédio do Egipto. Nenhum dos lados cumpriu estritamente seus termos. Foguetes continuaram a ser lançados de Gaza, embora de forma bem mais esporádica, e Israel não liberou o fluxo de mercadorias para a região.
A tensão recrudesceu depois de 4 de Novembro, dia da eleição nos Estados Unidos, quando Israel bombardeou um túnel em Gaza que supostamente seria usado pelo Hamas para sequestrar soldados
Qual a posição dos países árabes no conflito?
Os governos árabes têm posição dúbia. A maioria apoia o presidente da ANP, Mahmoud Abbas, contra o Hamas, temendo a influência do grupo sobre radicais em seus países. Mas sofre pressão popular para reagir a Israel. Apenas dois países árabes, Egipto e Jordânia, têm relações diplomáticas com Israel. Em 2002, a Liga Árabe lançou a Iniciativa de Paz prometendo normalizar relações com Israel em troca da desocupação de Gaza, da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental e das colinas sírias de Golã
Por que Israel decidiu atacar?
Há várias explicações. Oficialmente, o país visa enfraquecer a capacidade militar do Hamas. Mas há líderes israelitas que pregam a destruição do grupo ou a derrubada do seu governo em Gaza -o que pode ser o objectivo da invasão iniciada ontem. Analistas apontam pelo menos mais três razões para o ataque:
1) A proximidade das eleições gerais de 10 de Fevereiro, na qual a actual coalizão de governo, de centro-direita, vinha sendo ameaçada pela ascensão da extrema direita, que defendia uma ofensiva dura contra o Hamas
2) A decisão do país de restabelecer seu poder de dissuasão, ameaçado pelo fracasso da guerra de 2006 contra o grupo xiita libanês Hizbollah. Tanto o Hizbollah quanto o Hamas, em menor grau, têm apoio do Irão, que Israel vê como seu principal inimigo
3) A proximidade da posse de Obama nos EUA. Obama vinha sendo instado a pressionar Israel a um acordo para a criação do Estado palestino em Gaza e na Cisjordânia, objectivo de negociações que se arrastam há 15 anos. Ao atacar o Hamas, Israel pretenderia continuar a impor seu ritmo às negociações
O que quer o Hamas?
O Hamas é misto de milícia, partido e instituição de caridade. A carta fundadora do grupo prega a destruição de Israel. Nos anos 90 e início desta década, o Hamas promoveu dezenas de atentados terroristas em Israel
Desde que aderiram à política formal, nas eleições palestinas de 2006, os dirigentes do Hamas têm sido dúbios. Uma oferta de "trégua prolongada" em 2007 foi vista como reconhecimento implícito de Israel. Há dúvidas sobre se, ao pressionar pela renegociação em termos mais favoráveis da trégua, o grupo esperava retaliação maciça
Qual é a perspectiva agora?
Israel invadiu Gaza 48 horas antes de a ONU discutir proposta de cessar-fogo monitorado; o futuro dependerá da dimensão do avanço israelita em terra."
da Folha de S. Paulo
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